Idealizadores da “Ficha Limpa” querem projeto para a reforma política

Brasília - O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) – que idealizou a Lei Ficha Limpa – inicia nova luta. Desta vez, vai elaborar um projeto de iniciativa popular de reforma política. Um grupo apartidário ligado a estas entidades começou ontem a percorrer o país para ouvir demandas locais e consolidar um documento de consenso.
O juiz Marlon Reis (um dos idealizadores do Ficha Limpa), o coordenador das Promotorias Eleitorais de Minas, Edson Rezende Castro, e o representante da OAB Aldo Arantes vão percorrer juntos as capitais para ouvir movimentos sociais, sindicais, patronais, federações de indústria, jovens etc.
“Vamos começar por Brasília (ontem), Rio, São Paulo e Curitiba, que já estão no roteiro”, diz Marlon Reis. “Nossa meta é retornar até fim de maio com um parecer em que identificaremos os anseios de consenso”.
As viagens serão financiadas pelas entidades que participam do MCCE. Em todos os locais, Marlon diz esperar o apoio da CNBB, da imprensa e das igrejas, como no caso da Ficha Limpa, cujo teor eclético de apoio popular levou ao sucesso da lei.


Lewandowski diz que
não é preciso “pressa”


Brasília - O presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, afirmou ontem, após sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que não se pode ter "pressa" e é preciso deixar que o processo do mensalão "flua normalmente".
Lewandowski está no lugar de Joaquim Barbosa, que viajou para os Estados Unidos, onde participa de uma palestra sobre a legislação brasileira na Universidade de Princeton, em Nova Jersey.
Ao ser perguntado sobre o julgamento de todos os recursos e se a conclusão do processo poderia ocorrer até o fim do ano, Lewandowski disse não ser possível "fazer uma previsão em termos de prazo". Barbosa já disse esperar concluir tudo até 1º de julho.
"São procedimentos relativamente demorados. E nós temos que garantir não apenas, segundo dispõe a Constituição Federal do Brasil, o mais amplo direito de defesa, que é um princípio universal. Portanto não devemos ter pressa nesse aspecto. Aliás não vejo por quê. Não há nenhum prescrição em vista. Então deixemos que o processo flua normalmente. É a minha perspectiva, o meu sentimento", disse Lewandowski.

 

Presidenta Dilma diz que
não fala mais sobre juros

Brasília - A presidente Dilma Rousseff reafirmou ontem que a economia brasileira é robusta e que o governo está atento a todas as suas características, como a taxa de investimento, que precisa aumentar para atingir a meta de dobrar a renda per capita da população nos próximos 15 anos.
Dilma ressaltou que o país tem um histórico de combate e controle da inflação. “O Brasil não negocia a com inflação, não flerta com a inflação”, disse em entrevista no Palácio do Planalto.
A presidente anunciou também que não comentará mais sobre juros, para evitar especulações. “Eu não vou em hipótese alguma – porque eu tenho responsabilidade presidencial – dar base para qualquer especulação. Então, não vou falar sobre coisas que não quero ver distorcidas”
Na avaliação de Dilma, o país conseguiu atingir um patamar elevado de estabilidade macroeconômica em relação às contas públicas. “Por exemplo, nós não tivemos que fazer nenhum corte drástico como ocorre, por exemplo, nos Estados Unidos. Temos uma relação dívida/PIB das mais baixas do mundo”.